Há 19 anos, em 2005, nascia o Atos de Vingança, uma banda de punk cru e visceral da periferia de São Paulo.
Hoje em dia, não é incomum esbarrar em uma banquinha de show e ver uma camiseta do Atos, um adesivo ou qualquer vestígio discreto, mas marcante, dessa trajetória.
Manter uma banda viva por quase duas décadas não é tarefa fácil. A vida muda, as ideias às vezes não batem, e isso naturalmente reflete na formação de qualquer grupo. Ao longo dos anos, o Atos somou 11 ex-integrantes — uma história fragmentada, mas também muito rica.
O próprio Diego (único membro original) costuma brincar: “sou chato com banda”, como se a culpa fosse só dele. Mas, olhando de fora, não é bem assim. Quem já rodou o underground sabe: sustentar uma banda apenas pelo “amor à arte” é quase impraticável. E é justamente por isso que muitas não sobrevivem.
O Atos, no entanto, resistiu. Cada tropeço virou aprendizado, cada mudança virou um novo capítulo. O resultado disso? 2 álbuns completos e 6 splits com bandas de diferentes regiões e países. Nada mal para quem nunca se curvou às dificuldades.
Reorganizar todo o material da banda para os próximos passos fez surgir a reflexão: quantas bandas do nosso meio já não passaram por isso? Talvez quase todas. Essa rotatividade, no fim, só reforça a conexão que nos mantém vivos no underground.
Ex-integrantes:
Formação atual:
🎶 19 anos depois, o Atos de Vingança segue firme, transformando resistência em música e mantendo viva a chama do punk cru da periferia.